{"id":71316,"date":"2020-07-08T14:15:30","date_gmt":"2020-07-08T12:15:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.unitedworldproject.org\/economy-work\/pietro-bartolo-o-medico-de-lampedusa\/"},"modified":"2020-07-08T14:15:30","modified_gmt":"2020-07-08T12:15:30","slug":"pietro-bartolo-o-medico-de-lampedusa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.unitedworldproject.org\/pt-br\/economia-trabalho\/pietro-bartolo-o-medico-de-lampedusa\/","title":{"rendered":"Pietro Bartolo, o m\u00e9dico de Lampedusa"},"content":{"rendered":"<p><em>O Dr. Pietro Bartolo, durante muito tempo, foi o chefe do Centro de Sa\u00fade e do Ambulat\u00f3rio na ilha de Lampedusa (IT). Ele \u00e9 conhecido na It\u00e1lia e na Europa por dar a vida por uma causa: o fen\u00f4meno da migra\u00e7\u00e3o, \u00e0 qual ele se dedica como membro do Parlamento Europeu.<\/em><\/p>\n<p><div class=\"cookieconsent-optout-marketing\">\n                        <a href=\"javascript:Cookiebot.renew()\" style=\"background: url(https:\/\/www.unitedworldproject.org\/wp-content\/plugins\/yt-placeholder-cookiebot\/assets\/placeholder.jpg) no-repeat center center \/ cover; aspect-ratio: 1 \/ 0.48; width: 100%; display: block; margin: 20px 0; position: relative; background-size: cover; background-position: center;\">\n                            <span style=\"position: absolute; bottom: 20px; width: 100%; padding: 0 5%; text-align: center; box-sizing: border-box;\">Para visualizar este v\u00eddeo, \u00e9 necess\u00e1rio ativar todos os cookies<\/span>\n                        <\/a>\n                   <\/div><iframe loading=\"lazy\" title=\"Interview Dr Pietro Bartolo\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WUsdqArbgmA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Para apresentar o Dr. Pietro Bartolo, talvez seja importante, antes de tudo, dizer algo sobre a ilha de onde ele prov\u00e9m, Lampedusa. \u00c9 a maior do arquip\u00e9lago das ilhas Pelagie, localizada entre a Sic\u00edlia, Malta e Tun\u00edsia, de onde est\u00e1 mais pr\u00f3xima.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 sua posi\u00e7\u00e3o, ao longo da hist\u00f3ria essa ilha foi colonizada por numerosos povos: romanos, eg\u00edpcios, fen\u00edcios, berberes&#8230; portanto, \u00e9 uma ilha que foi um ponto de encontro entre culturas.<\/p>\n<p>Hoje, al\u00e9m de ser famosa por sua beleza, talvez seja ainda mais famosa por ser um dos principais destinos das rotas dos migrantes africanos no Mediterr\u00e2neo. Desembarque para milhares e milhares de pessoas que chegam todos os dias, e \u00e0s vezes sem vida, depois de vivenciar experi\u00eancias traum\u00e1ticas de abuso, viol\u00eancia, naufr\u00e1gio, fraude, al\u00e9m de muitos outros males, talvez piores.<\/p>\n<p>Pietro Bartolo, quando jovem, foi pescador e sofreu um epis\u00f3dio de naufr\u00e1gio, por isso sabe o qu\u00e3o traum\u00e1tico e horr\u00edvel \u00e9 viver uma experi\u00eancia desse tipo. Mais tarde, ele decidiu estudar medicina e se tornar ginecologista, trabalhar pelo seu povo em Lampedusa. E n\u00e3o s\u00f3 isso&#8230;<\/p>\n<p>Ele lembra como se fosse ontem: \u201c<em>O primeiro desembarque foi em 1991, havia apenas tr\u00eas pessoas e, a partir daquele momento \u2013 como posso dizer \u2013 eu me dediquei tamb\u00e9m a essas pessoas. Porque eles tinham necessidade, e eu, como m\u00e9dico, \u00e9 claro, mas tamb\u00e9m como homem, creio que fiz o que devia ser feito, cumpri o meu dever<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Desde o primeiro desembarque, h\u00e1 quase 30 anos, Bartolo ajudou incansavelmente todos os que chegaram ao famoso Molo Favaloro. H\u00e1 quem diga que ele tem dois recordes como m\u00e9dico: o primeiro, por ter ajudado, um a um, cerca de 350 mil pessoas; e o outro, mais angustiante, por ter realizado mais aut\u00f3psias no mundo.<\/p>\n<p>O primeiro recorde \u00e9 impressionante, n\u00e3o apenas pelo n\u00famero, mas tamb\u00e9m pelo m\u00e9todo. Pietro Bartolo n\u00e3o se limitou a ajudar e cuidar, mas escutou e cuidou, como ele mesmo explica: \u201c<em>A primeira coisa que pe\u00e7o tamb\u00e9m aos meus colaboradores \u00e9 que a primeira abordagem n\u00e3o seja a sa\u00fade, mas a humana. Porque eles precisam disso, porque at\u00e9 aquele momento nunca foram considerados seres humanos, foram considerados objetos a serem explorados, violentados&#8230; portanto, quando eles chegam a Lampedusa, \u00e9 muito importante faz\u00ea-los entender que finalmente chegaram a um pa\u00eds onde mais ningu\u00e9m o machucar\u00e1<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p>O segundo, \u00e9 um recorde muito sofrido, sobre o qual ele conta: \u201c<em>N\u00e3o tenho orgulho, ali\u00e1s, tenho vergonha. E todos n\u00f3s devemos ter um pouco de vergonha, especialmente aqueles que ainda se voltam para o outro lado&#8230; Esse recorde \u00e9 o de ser o m\u00e9dico que talvez tenha feito mais inspe\u00e7\u00f5es em cad\u00e1veres no mundo. Vi muitas crian\u00e7as mortas, muitas pessoas mortas, mulheres gr\u00e1vidas mortas. Vi o sofrimento, vi coisas que espero que ningu\u00e9m nunca veja<\/em>\u201d.<em>\u00a0 <\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o deve ser f\u00e1cil ver o que os seus olhos viram, e s\u00e3o precisamente os seus olhos que transmitem um pouco desse sofrimento, dessa vergonha, dessa ang\u00fastia: \u201cF<em>iz isso porque era o que devia ser feito junto com meus colaboradores, junto com todas as pessoas, os volunt\u00e1rios, que se dedicavam naquele p\u00eder, naquele famoso Molo Favaloro&#8230; que era o p\u00eder onde todas essas pessoas chegavam. Eu as chamo de pessoas, n\u00e3o as chamo de migrantes. Porque voc\u00ea sabe que disseram de tudo sobre essas pessoas. N\u00e3o sabem mais como cham\u00e1-las. Ao inv\u00e9s, s\u00e3o pessoas, apenas pessoas<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Pietro Bartolo \u00e9 um homem com a voca\u00e7\u00e3o de ginecologista, que teve que testemunhar incont\u00e1veis mortes. E ele fez isso com o maior respeito, com o m\u00e1ximo cuidado, com aten\u00e7\u00e3o amorosa em rela\u00e7\u00e3o a cada um desses corpos que ele tinha que inspecionar, mesmo se acompanhado pelo temor: \u201cQu<em>ando voc\u00ea abre aqueles sacos pl\u00e1sticos \u2013 eu odeio aqueles sacos \u2013, com o z\u00edper, n\u00e3o sabe o que vai encontrar ali dentro. Se vou encontrar uma crian\u00e7a, se vou encontrar uma mulher, se vou encontrar um homem. \u00c0s vezes eu tinha medo de abrir aqueles sacos, sabia? Eu n\u00e3o escondo isso; mesmo que eu seja um m\u00e9dico, tenho medo, tenho medo&#8230; mas \u00e9 preciso fazer aquela inspe\u00e7\u00e3o. Tudo aquilo que \u00e9 necess\u00e1rio para chegar a dar uma identidade e dar uma dignidade a essas pessoas, porque n\u00e3o s\u00e3o n\u00fameros, sabe? S\u00e3o pessoas. \u00c9 verdade, n\u00e3o sabemos quem s\u00e3o e tamb\u00e9m colocamos n\u00fameros, um n\u00famero: 1, 2, 3, 100, 200, 300. Cheguei a colocar 368 n\u00fameros de uma s\u00f3 vez <\/em>(NDR: Aqui ele lembra o n\u00famero exato de mortos do fat\u00eddico naufr\u00e1gio de 3 de outubro de 2013, durante o qual, de 500 pessoas, sobreviveram 155, das quais 41 eram crian\u00e7as). <em>Mas com os n\u00fameros, tamb\u00e9m colocamos todas as pistas. Isso pode dar dignidade a essas pessoas, pois s\u00e3o pessoas<\/em>\u201d<em>.<\/em><\/p>\n<p>Esse cuidado com a pessoa em sua dignidade, mesmo no anonimato e na morte, \u00e9 muito importante para ele, tamb\u00e9m para poder ajudar os parentes que, em alguns casos, mais tarde vieram procurar o filho, a m\u00e3e, o irm\u00e3o ou pai. \u201c<em>Eu estive l\u00e1, testemunhei, vi e conheci essas pessoas extraordin\u00e1rias, que t\u00eam uma for\u00e7a incr\u00edvel, uma for\u00e7a incr\u00edvel. Pense nas crian\u00e7as sozinhas, que fazem viagens intermin\u00e1veis, que superam todos os obst\u00e1culos, que t\u00eam apenas um objetivo em mente: chegar, chegar. Portanto, \u00e9 justo, \u00e9 justo fazer o que fizemos<\/em>\u201d, diz Pietro com uma for\u00e7a e uma paix\u00e3o dif\u00edceis de descrever.<\/p>\n<p>Em seu servi\u00e7o infatig\u00e1vel, que durou quase 30 anos, ele n\u00e3o se limitou a perseverar no cuidado constante em sua profiss\u00e3o de m\u00e9dico, mas tamb\u00e9m em seu tempo livre, atrav\u00e9s de confer\u00eancias, livros, reuni\u00f5es com alunos nas escolas, entrevistas etc. Tudo isso, com a fervorosa inten\u00e7\u00e3o de tornar conhecido o fen\u00f4meno migrat\u00f3rio e contribuir para gerar uma mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>Depois, em 2019, decidiu entrar para a pol\u00edtica. \u201c<em>Sabe quantas vezes eu tamb\u00e9m questionei tudo aquilo que estava fazendo? Porque \u00e0s vezes eu pensava: como \u00e9 poss\u00edvel que as pessoas n\u00e3o se mexam. Ser\u00e1 poss\u00edvel que quem tem de fazer alguma coisa n\u00e3o fa\u00e7a nada? E \u00e0s vezes eu dizia: \u2018Chega! N\u00e3o quero mais saber de nada\u2019. Depois, obviamente eu refletia. E pensava, quem sabe se daqui a um m\u00eas isso muda e, ao inv\u00e9s, nada mudou. Ent\u00e3o, eu me sentia culpado por isso&#8230; da\u00ed tentei ir al\u00e9m, fazer ainda mais do que fazia. E disso emergiu a minha decis\u00e3o de entrar para a pol\u00edtica<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Em 2019, o Doutor Pietro Bartolo se tornou <a href=\"https:\/\/www.europarl.europa.eu\/meps\/en\/197808\/PIETRO_BARTOLO\/home\">membro do Parlamento Europeu<\/a>, onde atualmente \u00e9 vice-presidente da <a href=\"https:\/\/www.europarl.europa.eu\/committees\/en\/libe\/home\/members\">Comiss\u00e3o para Liberdades Civis, Justi\u00e7a e Assuntos Internos (LIBE)<\/a>, vice-presidente da <a href=\"https:\/\/www.europarl.europa.eu\/delegations\/en\/dacp\/members\">Delega\u00e7\u00e3o para a Assembleia Parlamentar Parit\u00e1ria ACP-UE<\/a>, membro titular para a <a href=\"https:\/\/www.europarl.europa.eu\/committees\/en\/pech\/home\/members\">Comiss\u00e3o da Pesca (PECH)<\/a> e membro substituto da <a href=\"https:\/\/www.europarl.europa.eu\/delegations\/en\/d-iq\/members\">Delega\u00e7\u00e3o para as Rela\u00e7\u00f5es com o Iraque (D-IQ)<\/a>.<\/p>\n<p>\u201c<em>Para mim foi muito dif\u00edcil, sabe? <\/em>\u2013 comenta Bartolo quando perguntamos se foi dif\u00edcil mudar de vida \u2013 <em>Fazer essa escolha foi muito dif\u00edcil, porque eu prefiro ser m\u00e9dico&#8230; Logicamente sinto falta da minha ilha, da minha fam\u00edlia. Mas foi uma escolha ditada pelo senso de responsabilidade de uma pessoa que vivenciou uma experi\u00eancia muito dram\u00e1tica e muito dif\u00edcil. Escolhi esse caminho porque acredito na pol\u00edtica&#8230; acredito na carreira pol\u00edtica, naquela pol\u00edtica que \u00e9 servi\u00e7o, a Pol\u00edtica com P mai\u00fasculo<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Explica ainda: \u201c<em>Eu acredito que a pol\u00edtica \u00e9 algo nobre, muito nobre. N\u00e3o \u00e9 o que algu\u00e9m diz: uma sujeira, isso n\u00e3o \u00e9 pol\u00edtica, isso \u00e9 outra coisa. Eu acredito que atrav\u00e9s da pol\u00edtica \u00e9 preciso dar respostas, porque \u00e9 a pol\u00edtica que deve dizer se devemos fechar as portas ou abri-las. \u00c9 a pol\u00edtica que deve dizer se os aceita ou n\u00e3o<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>O objetivo de Bartolo \u00e9 poder contribuir, por meio do compromisso pol\u00edtico, para gerar mudan\u00e7as profundas, estruturais, sustent\u00e1veis \u200b\u200be duradouras. Este \u00e9 o prop\u00f3sito de sua vida: \u201c<em>Juntos podemos certamente viver, juntos podemos crescer, juntos podemos. Mas devemos fazer isso de maneira inteligente, devemos fazer isso sem trat\u00e1-los como escravos, como acontece hoje, de forma clandestina, invis\u00edvel. Isso os machuca, mas tamb\u00e9m nos machuca. Por isso, logicamente, eu digo muitas vezes que precisamos fazer com que a Europa, a It\u00e1lia seja mais solid\u00e1ria. Al\u00e9m do mais, esses s\u00e3o os princ\u00edpios sobre os quais a Europa se baseou, mas \u00e0s vezes eu acho que n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de solidariedade ou de ser bonzinho, \u00e9 uma quest\u00e3o de oportunidade, \u00e9 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o de direitos humanos, de direitos humanos\u201d.<\/em><\/p>\n<p>A entrevista com Pietro Bartolo merece ser ouvida na \u00edntegra. Por isso, convidamos voc\u00eas a irem assisti-la e, como n\u00f3s, a aprender com essa pessoa que, com toda humildade e coragem, dedicou e dedica sua vida a cuidar das pessoas, porque todos somos parte da \u00fanica fam\u00edlia humana.<\/p>\n<blockquote><p><em>Quando falo de valores ou de palavras, sempre digo que a palavra que mais amo \u00e9 <strong>respeito<\/strong>, acima de todas, do amor e da fraternidade, de tudo. Porque tudo est\u00e1 contido no respeito: respeito pela natureza, respeito pelo diferente, respeito pelo amigo, pelo inimigo, pelo oponente. Respeito pelos deficientes, respeito por tudo. Respeito \u00e9 a palavra mais bonita que pode existir. Portanto, se levarmos isso em conta, com certeza encontraremos o caminho, o caminho certo, aquele caminho que certamente nos d\u00e1 orgulho e que ser\u00e1 capaz de orgulhar toda a humanidade. E \u00e9 isso que precisamos fazer<\/em>.<br \/>\n<strong>Pietro Bartolo<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><em>*Home picture: Paul Katzenberger \/ CC BY-SA (https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Dr. Pietro Bartolo, durante muito tempo, foi o chefe do Centro de Sa\u00fade e do Ambulat\u00f3rio na ilha de Lampedusa (IT). Ele \u00e9 conhecido na It\u00e1lia e na Europa por dar a vida por uma causa: o fen\u00f4meno da migra\u00e7\u00e3o, \u00e0 qual ele se dedica como membro do Parlamento Europeu. 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