{"id":74104,"date":"2024-11-26T08:30:28","date_gmt":"2024-11-26T07:30:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.unitedworldproject.org\/economy-work\/a-vitima-o-agressor-e-todos-nos-encontro-com-viviana-colonnetti\/"},"modified":"2025-11-26T16:23:56","modified_gmt":"2025-11-26T15:23:56","slug":"a-vitima-o-agressor-e-todos-nos-encontro-com-viviana-colonnetti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.unitedworldproject.org\/pt-br\/economia-trabalho\/a-vitima-o-agressor-e-todos-nos-encontro-com-viviana-colonnetti\/","title":{"rendered":"A v\u00edtima, o agressor e todos n\u00f3s: encontro com Viviana Colonnetti"},"content":{"rendered":"<p><em>Entrevista sobre bullying com Viviana Colonnetti, psic\u00f3loga, psicoterapeuta, psicopedagoga e psic\u00f3loga jur\u00eddica e forense, especialista em abuso e maus-tratos infantis.<\/em><\/p>\n<p>Viviana Colonnetti \u00e9 psic\u00f3loga, psicoterapeuta, psicopedagoga e psic\u00f3loga jur\u00eddica e forense. \u00c9 especialista em maus-tratos e abuso de crian\u00e7as e adolescentes, formadora e membro-fundador da Comiss\u00e3o Central para a Prote\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as, adolescentes e adultos vulner\u00e1veis do Movimento dos Focolares. Achamos que ela era a pessoa certa para falar sobre bullying, e ela gentilmente aceitou, propiciando um encontro muito denso e \u00fatil.<\/p>\n<figure id=\"attachment_54277\" aria-describedby=\"caption-attachment-54277\" style=\"width: 910px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-54277\" src=\"https:\/\/www.unitedworldproject.org\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-25-at-08.00.51.jpeg\" alt=\"Viviana Colonnetti\" width=\"910\" height=\"670\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-54277\" class=\"wp-caption-text\">Viviana Colonnetti<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>\u00c0s vezes, quando falamos sobre bullying, ouvimos dizer que ele sempre existiu. Voc\u00ea concorda?<\/strong><\/p>\n<p>O bullying \u00e9 a viol\u00eancia entre pessoas da mesma idade: adultos, crian\u00e7as ou adolescentes.\u00a0 A viol\u00eancia, que inclui o bullying, sempre existiu. \u00c9 uma face, por nada bonita, do comportamento humano; o sinal de um mal-estar pessoal que n\u00e3o pode ser gerenciado de forma saud\u00e1vel. Da\u00ed a \u201cescolha\u201d \u2013 consciente ou inconsciente \u2013 de expressar dificuldade e frustra\u00e7\u00e3o com um comportamento violento em rela\u00e7\u00e3o a algu\u00e9m. A agress\u00e3o \u00e9 um sintoma, o bullying n\u00e3o \u00e9 a causa do respectivo comportamento.<\/p>\n<p><strong>E h\u00e1 o hoje<\/strong><\/p>\n<p>Com elementos do contexto social que d\u00e3o diversas nuances ao bullying.<\/p>\n<p><strong>Por exemplo?<\/strong><\/p>\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o pela m\u00eddia de hist\u00f3rias tr\u00e1gicas de bullying d\u00e1 visibilidade a um fen\u00f4meno que antes acontecia (geralmente) de forma silenciada. Na escola ou no esporte, todos n\u00f3s fomos v\u00edtimas disso, ou testemunhamos atos de bullying, com consequ\u00eancias mais ou menos graves. Fomos marcados por isso, mas antes viv\u00edamos a viol\u00eancia na solid\u00e3o e no sil\u00eancio, e quando, corajosamente, consegu\u00edamos falar com o adulto, qual era a resposta? \u201c<em>Finja que nada aconteceu\u201d. <\/em><\/p>\n<p><strong>O que isso significava?<\/strong><\/p>\n<p>Era um convite a negar a dor. Ao inv\u00e9s, aquilo de que n\u00e3o se fala, aquilo que n\u00e3o se enfrenta, continua a machucar. O que \u00e9 negado se refor\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Portanto, \u00e9 positivo que estejamos falando de bullying.<\/strong><\/p>\n<p>A forte visibilidade do fen\u00f4meno que \u00e9 dada pela m\u00eddia \u00e9 positiva, pois conscientiza a comunidade \u2013 adultos, adolescentes e crian\u00e7as \u2013 sobre o fato de que o bullying existe e \u00e9 grave. Ao mesmo tempo, verifico no meu trabalho como psic\u00f3loga que n\u00e3o \u00e9 suficiente.<\/p>\n<p><strong>O que mais \u00e9 necess\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n<p>Que a m\u00eddia, al\u00e9m de comunicar o drama do bullying, apresente chaves para entender como lidar com isso. N\u00e3o basta condenar<strong>. <\/strong>\u00c9 necess\u00e1rio explicar por que isso acontece, suas consequ\u00eancias e como evit\u00e1-lo. Caso contr\u00e1rio, voc\u00ea pode ficar paralisado diante do notici\u00e1rio, com a impress\u00e3o de n\u00e3o conseguir reagir.<\/p>\n<p><strong>Ainda mais em uma sociedade com forte tend\u00eancia narcisista como a nossa.<\/strong><\/p>\n<p>Transmitida e incentivada pela visibilidade de pessoas narcisistas, que s\u00e3o apresentadas como \u201cmodelos de sucesso\u201d, que prop\u00f5em que sejam assumidas caracter\u00edsticas narcisistas que favorecem situa\u00e7\u00f5es de bullying.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 a atitude do narcisista?<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cAqui estou EU, os outros est\u00e3o ao meu servi\u00e7o\u201d: <\/em>o colega de classe ou o parceiro de dan\u00e7a \u00e9 visto como uma ferramenta, um \u201cobjeto\u201d a ser \u201cusado\u201d para atingir objetivos.<\/p>\n<p><strong>Aqui est\u00e1 outro entrela\u00e7amento entre o bullying e o presente.<\/strong><\/p>\n<p>Antes, a vida social era caracterizada por rela\u00e7\u00f5es interpessoais intensas e saud\u00e1veis, que ofereciam aos jovens os grupos coesos, nos quais eles podiam se sentir, de alguma forma, seguros. Hoje, com as atitudes narcisistas (e como consequ\u00eancia delas), est\u00e1 sendo consolidada a tend\u00eancia individualista de \u201c<em>salve-se quem puder\u201d<\/em>, transformando as pessoas em ilhas que compartilham os mesmos espa\u00e7os, mas adoecem na solid\u00e3o. A coes\u00e3o no grupo de semelhantes \u00e9 o ant\u00eddoto por excel\u00eancia para o bullying, porque o bem de todos predomina e n\u00e3o permite que a viol\u00eancia tome conta.<\/p>\n<p><strong>Muito \u00fatil! Permanecendo no presente, hoje falar sobre bullying tamb\u00e9m significa falar sobre cyberbullying. Quanto aumenta o perigo desse fen\u00f4meno?<\/strong><\/p>\n<p>No bullying, a agress\u00e3o \u00e9 presencial, olho no olho; no cyberbullying ela acontece na internet, nas redes sociais, nos chats. O cyberbullying, muito difundido, aumentou significativamente com a Covid e depois, porque os adolescentes se comunicam cada vez mais online.<\/p>\n<p><strong>Por que os efeitos s\u00e3o mais devastadores?<\/strong><\/p>\n<p>Porque a propaga\u00e7\u00e3o da agress\u00e3o tem um alcance maior e muitas vezes n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel det\u00ea-la: basta um <em>clique<\/em> e a imagem chega a milhares de pessoas. No bullying, a agress\u00e3o \u00e9 presencial, e a v\u00edtima conhece o agressor; no cyberbullying, as redes sociais lhe d\u00e3o invisibilidade, aumentando o sofrimento da v\u00edtima, que fica presa na armadilha da rede: \u00e9 imposs\u00edvel escapar da intimida\u00e7\u00e3o e da humilha\u00e7\u00e3o. Ela continua a receber mensagens agressivas por meses, agravando sua condi\u00e7\u00e3o dolorosa. Cada mensagem recebida faz reviver a viol\u00eancia e torna a v\u00edtima cada vez mais vulner\u00e1vel. Al\u00e9m disso, esse conte\u00fado agressivo \u00e9 muito dif\u00edcil de ser eliminado da web.<\/p>\n<p><strong>Faz qualquer pessoa sofrer; ainda mais o adolescente, fr\u00e1gil por defini\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>Imagine um adolescente nessa situa\u00e7\u00e3o e como pode ser devastador sofrer humilha\u00e7\u00e3o cont\u00ednua ao longo do tempo, sem sa\u00edda aparente! Portanto, \u00e0s vezes, para acabar com o sofrimento, chega-se a gestos extremos como o suic\u00eddio.<\/p>\n<p><strong>O que acontece na adolesc\u00eancia? Por que o bullying \u00e9 capaz de produzir danos t\u00e3o profundos nessa idade?<\/strong><\/p>\n<p>A adolesc\u00eancia \u00e9 uma fase de mudan\u00e7as profundas: f\u00edsicas e de pensamento. Isso leva a uma crise de identidade inevit\u00e1vel e saud\u00e1vel: o adolescente n\u00e3o se reconhece mais no corpo e na mente, nas decis\u00f5es, nos comportamentos, nas emo\u00e7\u00f5es, tornando-se particularmente vulner\u00e1vel. A ideia de si mesmo que ele ou ela tinha quando crian\u00e7a n\u00e3o corresponde mais \u00e0 realidade, gerando uma confus\u00e3o mental desestabilizadora. Ele n\u00e3o sabe mais quem \u00e9. O esfor\u00e7o para reconstruir a pr\u00f3pria identidade o leva a se reconhecer como uma pessoa aut\u00f4noma, mas para conseguir isso, ele faz algo semelhante ao jogo do quebra-cabe\u00e7a: escolhe as pe\u00e7as da imagem de si ainda crian\u00e7a que deseja preservar e incorpora as novas, fruto de novas experi\u00eancias. Ao juntar essas pe\u00e7as ter\u00e1 uma imagem atualizada de si.<\/p>\n<p><strong>Como ele faz isso? <\/strong><\/p>\n<p>Pelo processo de separa\u00e7\u00e3o-identifica\u00e7\u00e3o. Para isso, ele se distancia dos pais, isola-se em seu quarto, rejeita ou critica o comportamento dos pais, sente-se atra\u00eddo por novos adultos, fora da fam\u00edlia: m\u00fasicos, atletas, atores etc. O desapego cria ansiedade e medo da solid\u00e3o. Ent\u00e3o, ele se refugia no grupo dos semelhantes, com os amigos. Pertencer ao grupo \u00e9 um elemento que diminui o n\u00edvel de ansiedade. No grupo, o adolescente se acalma e n\u00e3o se sente sozinho. Por isso, na adolesc\u00eancia, pertencer a um grupo de pessoas da mesma idade \u00e9 fundamental!<\/p>\n<p><strong>\u00c9 por isso que, na complexa realidade do adolescente, o bullying pode destruir.<\/strong><\/p>\n<p>Se o bullying se esconde no grupo de colegas, podemos imaginar em que situa\u00e7\u00e3o se encontra o adolescente v\u00edtima: ele se afastou dos pais para se conhecer e se reconhecer sem a ajuda deles. Ele se v\u00ea sem aquela prote\u00e7\u00e3o que tinha desde crian\u00e7a. Busca o grupo para se sentir protegido diante das mudan\u00e7as perturbadoras dessa fase da vida e, nesse ponto, chega uma situa\u00e7\u00e3o paradoxal: o grupo que deveria proteg\u00ea-lo o machuca, agride, humilha, chantageia. A v\u00edtima de bullying se sente ferida e tremendamente sozinha.<\/p>\n<p><strong>Acaba de ser lan\u00e7ado no cinema o filme \u201c<a href=\"https:\/\/www.unitedworldproject.org\/pt-br\/watch\/a-face-perigosa-das-palavras-o-menino-de-calcas-rosa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O menino de cal\u00e7as rosa<\/a>\u201d<em>, baseado na hist\u00f3ria real de Andrea Spezzacatena, um garoto de 15 anos que se suicidou em 2012, ap\u00f3s sofrer bullying<\/em>. Qual \u00e9 a import\u00e2ncia de sensibilizar os jovens sobre esse tema?<\/strong><\/p>\n<p>Dialogar \u00e9 fundamental: criar espa\u00e7os seguros, onde \u00e9 poss\u00edvel expressar o indiz\u00edvel, quase impronunci\u00e1vel porque \u00e9 doloroso. A informa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 importante: ter conhecimento sobre o bullying, para entend\u00ea-lo e saber como agir. Precisamos dar aos adolescentes as ferramentas para entender o porqu\u00ea, em concomit\u00e2ncia com o trabalho sobre empatia. Trein\u00e1-los a se perguntarem o que uma v\u00edtima de bullying pode sentir. O que o agressor sente quando ataca? Por que os amigos que testemunham o bullying n\u00e3o fazem nada? O que os paralisa? O que sentem? Trabalhar a empatia faz toda a diferen\u00e7a na preven\u00e7\u00e3o do bullying. Voc\u00ea n\u00e3o ataca algu\u00e9m que ama.<\/p>\n<p><strong>O quanto \u00e9 importante falar tamb\u00e9m sobre o agressor? <\/strong><\/p>\n<p>No bullying, o agressor, a v\u00edtima, os colegas e os adultos est\u00e3o envolvidos. O foco est\u00e1 muitas vezes na v\u00edtima e em seu sofrimento, o que \u00e9 muito importante. Infelizmente, por\u00e9m, pouco ou nada \u00e9 dito sobre as outras pessoas envolvidas no bullying. No entanto, \u00e9 muito importante direcionar o nosso olhar para todos os envolvidos, incluindo o agressor, porque ele tamb\u00e9m, por meio de sua agressividade, pede aten\u00e7\u00e3o e ajuda. Ningu\u00e9m acorda, em uma certa manh\u00e3, e decide se tornar valent\u00e3o. Todo comportamento agressivo nosso responde a um porqu\u00ea.<\/p>\n<p><strong>Quem \u00e9 o agressor?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o existe um perfil de agressor, n\u00e3o podemos generalizar. Cada pessoa \u00e9 \u00fanica. No entanto, observando os diversos cen\u00e1rios de bullying, \u00e9 poss\u00edvel destacar situa\u00e7\u00f5es que se repetem.<\/p>\n<p><strong>Tipo?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c0s vezes, o agressor come\u00e7a a atacar seu colega de classe involuntariamente ou por divers\u00e3o, ent\u00e3o a situa\u00e7\u00e3o se torna repetitiva, e o grupo de colegas ou os adultos atribuem ao agressor um papel particular como protagonista do grupo, rotulando-o como o \u201cvalent\u00e3o do grupo\u201d, de quem se espera um comportamento agressivo. Nesse ponto, o agressor entra em um c\u00edrculo do qual \u00e9 dif\u00edcil sair.<\/p>\n<p><strong>Ou?<\/strong><\/p>\n<p>O agressor pode ter sofrido &#8211; em outros contextos &#8211; atos de bullying ou outros tipos de viol\u00eancia. Assim, inconscientemente, ele tenta assumir o papel de agressor para evitar ser novamente v\u00edtima de viol\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Outras situa\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel que o adolescente, por meio da agress\u00e3o, tente processar a pr\u00f3pria experi\u00eancia como v\u00edtima, n\u00e3o tendo conseguido fazer isso de outra forma.<\/p>\n<p><strong>O que esses tipos t\u00eam em comum?<\/strong><\/p>\n<p>Colocam em evid\u00eancia que aqueles que agridem buscam aten\u00e7\u00e3o. Ele (ou ela) tamb\u00e9m precisa de ajuda. Por esse motivo, \u00e9 necess\u00e1rio que os adultos voltem o olhar tamb\u00e9m para o agressor. \u00c9 importante dedicar-se ao agressor, deter-se em quest\u00f5es que possam abrir uma janela de reflex\u00e3o e de autocr\u00edtica e levar \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o de suas a\u00e7\u00f5es: <em>qual \u00e9 o lugar que voc\u00ea ocupa em seu grupo por ser agressivo? Em seu papel de agressor, o que voc\u00ea ganha e o que perde? Quais s\u00e3o as emo\u00e7\u00f5es que voc\u00ea sente com a agress\u00e3o?<\/em> E assim por diante.<\/p>\n<p><strong>Qual o papel dos adultos na preven\u00e7\u00e3o e na cura do bullying? <\/strong><\/p>\n<p>Eles desempenham um papel crucial para orientar e guiar as crian\u00e7as e os jovens em seus estilos relacionais. \u00c0s vezes, pensamos que o bullying \u00e9 um fen\u00f4meno que expressa apenas a realidade das novas gera\u00e7\u00f5es, mas acredito que seja um espelho da sociedade. Convivemos com a viol\u00eancia normalizada, entre crian\u00e7as, adolescentes e adultos. S\u00e9ries de televis\u00e3o, videogames, desenhos animados, reality shows, alguns filmes, apresentam modelos de relacionamentos agressivos, que nos fazem crescer com a ideia de que a viol\u00eancia \u00e9 normal.<\/p>\n<p><strong>Como podemos combater essa vis\u00e3o distorcida da realidade?<\/strong><\/p>\n<p>A viol\u00eancia \u00e9 prevenida dando visibilidade a modelos relacionais saud\u00e1veis que prop\u00f5em outros modos de comunica\u00e7\u00e3o: di\u00e1logo, empatia, escuta, acolhimento, gentileza, assertividade, entre outros. Nesse contexto, o adulto tem um papel preponderante em ajudar a desenvolver essas habilidades em crian\u00e7as e jovens. O fasc\u00ednio de jovens atletas e artistas de sucesso que vivem essas habilidades mostra que precisamos de uma sociedade menos violenta e que queremos construi-la.<\/p>\n<p><strong>O que est\u00e1 escondido por tr\u00e1s do comportamento agressivo?<\/strong><\/p>\n<p>Inseguran\u00e7a, impulsividade, dificuldade em controlar as emo\u00e7\u00f5es e em reconhecer as dos outros. \u00c0s vezes, as crian\u00e7as t\u00eam dificuldade em avaliar as consequ\u00eancias do pr\u00f3prio comportamento, a n\u00edvel individual e social. Eles s\u00e3o intolerantes \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o, muitas vezes como resultado de uma educa\u00e7\u00e3o superprotetora que n\u00e3o ensina a gratifica\u00e7\u00e3o adiada. E isso \u00e9 muito importante, porque valoriza o processo: d\u00e1 import\u00e2ncia \u00e0 caminhada, com os obst\u00e1culos a serem superados e as estrat\u00e9gias a serem escolhidas para atingir um objetivo. \u00c9 um processo altamente educativo, mas h\u00e1 uma tend\u00eancia a focar apenas na satisfa\u00e7\u00e3o imediata.<\/p>\n<p><strong>Voltemos \u00e0s responsabilidades dos adultos.<\/strong><\/p>\n<p>As habilidades que ajudam crian\u00e7as e adolescentes a se tornarem pessoas seguras, abertas e inclusivas, s\u00f3 s\u00e3o desenvolvidas com a orienta\u00e7\u00e3o do adulto. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio um adulto com olhar amoroso, capaz de dar a eles aten\u00e7\u00e3o, apre\u00e7o e aceita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea tocou em v\u00e1rios pontos fundamentais&#8230;.<\/strong><\/p>\n<p>Em resumo, a dificuldade em controlar as emo\u00e7\u00f5es, a falta de empatia e a intoler\u00e2ncia \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o s\u00e3o uma mistura explosiva, um terreno f\u00e9rtil para o bullying.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista sobre bullying com Viviana Colonnetti, psic\u00f3loga, psicoterapeuta, psicopedagoga e psic\u00f3loga jur\u00eddica e forense, especialista em abuso e maus-tratos infantis. Viviana Colonnetti \u00e9 psic\u00f3loga, psicoterapeuta, psicopedagoga e psic\u00f3loga jur\u00eddica e forense. \u00c9 especialista em maus-tratos e abuso de crian\u00e7as e adolescentes, formadora e membro-fundador da Comiss\u00e3o Central para a Prote\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as, adolescentes e adultos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":68802,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-74104","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A v\u00edtima, o agressor e todos n\u00f3s: encontro com Viviana Colonnetti - United World Project<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.unitedworldproject.org\/pt-br\/economia-trabalho\/a-vitima-o-agressor-e-todos-nos-encontro-com-viviana-colonnetti\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A v\u00edtima, o agressor e todos n\u00f3s: encontro com Viviana Colonnetti - United World Project\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Entrevista sobre bullying com Viviana Colonnetti, psic\u00f3loga, psicoterapeuta, psicopedagoga e psic\u00f3loga jur\u00eddica e forense, especialista em abuso e maus-tratos infantis. 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