{"id":77053,"date":"2026-03-26T17:34:19","date_gmt":"2026-03-26T16:34:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.unitedworldproject.org\/?p=77053"},"modified":"2026-03-26T19:54:05","modified_gmt":"2026-03-26T18:54:05","slug":"a-escola-como-laboratorio-da-paz-anna-granata-e-o-dna-democratico-da-educacao-italiana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.unitedworldproject.org\/pt-br\/economia-trabalho\/a-escola-como-laboratorio-da-paz-anna-granata-e-o-dna-democratico-da-educacao-italiana\/","title":{"rendered":"A escola como laborat\u00f3rio da paz: Anna Granata e o DNA democr\u00e1tico da educa\u00e7\u00e3o italiana"},"content":{"rendered":"<p><em>Anna Granata, pedagoga da Universidade de Mil\u00e3o-Bicocca, recorda nesta entrevista que educar para a paz n\u00e3o \u00e9 algo abstrato, uma utopia: \u00e9 uma pr\u00e1tica cotidiana que acontece diariamente nas salas de aula da It\u00e1lia, entre crian\u00e7as de hist\u00f3rias, idiomas e origens diferentes.<\/em><\/p>\n<p>Anna Granata \u00e9 professora de Pedagogia junto ao Departamento de Ci\u00eancias Humanas para a Educa\u00e7\u00e3o \u201cR. Massa\u201d, da Universidade de Mil\u00e3o-Bicocca. Ela trabalha com diversidade cultural, social e de g\u00eanero como recursos educacionais, com equidade e criatividade na educa\u00e7\u00e3o. E escreveu diversos livros sobre esses temas. Agradecemos a ela por aceitar nosso convite para um di\u00e1logo, no m\u00eas que <a href=\"http:\/\/www.unitedworldproject.org\/\">United World Project<\/a> dedica \u00e0 educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Anna Granata nos ofereceu in\u00fameros motivos para reflex\u00e3o com suas respostas realmente interessantes. Come\u00e7amos com uma pergunta sobre a tr\u00e1gica situa\u00e7\u00e3o atual: a guerra, que encontra seu oposto redentor na paz.<\/p>\n<h2>Anna, que valor a escola tem na constru\u00e7\u00e3o da paz?<\/h2>\n<p>Como no passado, hoje mais do que nunca, a escola pode representar uma alternativa para a sociedade. Isso n\u00e3o significa estar em oposi\u00e7\u00e3o, mas servir como um laborat\u00f3rio para construir uma cultura diferente da dominante. A escola, entendida como uma institui\u00e7\u00e3o cultural, neste momento de conflitos e de fragmenta\u00e7\u00e3o cada vez mais graves, pode educar para o encontro com o outro, para o respeito, para a conviv\u00eancia pac\u00edfica. De uma forma n\u00e3o abstrata.<\/p>\n<h2>Na pr\u00e1tica?<\/h2>\n<p>Com a ferramenta da sala de aula: um lugar concreto onde vivenciar a experi\u00eancia democr\u00e1tica. O sistema escolar italiano nasceu sobre os escombros da Segunda Guerra Mundial, por iniciativa dos pais e m\u00e3es fundadores, que a idealizaram como um lugar para reconstruir moralmente o pa\u00eds. O artigo 34 da Constitui\u00e7\u00e3o diz: \u201cA escola \u00e9 aberta a todos\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-76920\" src=\"https:\/\/www.unitedworldproject.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Anna-Granata--1024x683.jpeg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.unitedworldproject.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Anna-Granata--1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/www.unitedworldproject.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Anna-Granata--300x200.jpeg 300w, https:\/\/www.unitedworldproject.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Anna-Granata--768x512.jpeg 768w, https:\/\/www.unitedworldproject.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Anna-Granata-.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<h2>Um grande conceito em poucas palavras.<\/h2>\n<p>No contexto escolar, crian\u00e7as e adolescentes com hist\u00f3rias, condi\u00e7\u00f5es e origens diferentes aprendem a coexistir. Eles experimentam que isso \u00e9 poss\u00edvel. Neste momento hist\u00f3rico, lutamos para imaginar a alternativa da paz, na escola, talvez de modo imperfeito e fragmentado; a conviv\u00eancia entre pessoas diferentes \u00e9 uma realidade concreta vivida no dia a dia. De uma forma que \u2013 quando funciona \u2013 \u00e9 o milagre da conviv\u00eancia, \u00e9 a coisa mais bonita do mundo. Tem o timbre de uma utopia, mas encontra express\u00e3o concreta naquele \u00f3rg\u00e3o fundamental da democracia: a escola de todos.<\/p>\n<h2>N\u00e3o me parece algo pequeno.<\/h2>\n<p>A escola italiana, do ponto de vista regulat\u00f3rio, talvez seja a mais inclusiva do mundo: crian\u00e7as com defici\u00eancia ou sem defici\u00eancia compartilham o mesmo espa\u00e7o; crian\u00e7as italianas e outras vindas de muito longe, que n\u00e3o falam o idioma, que talvez nunca tenham ido \u00e0 escola. Crian\u00e7as de origens socioecon\u00f4micas muito diversificadas. Lado a lado, na sala de aula, elas aprendem que \u00e9 poss\u00edvel se tornar o que se deseja, independentemente das condi\u00e7\u00f5es iniciais. O DNA do nosso sistema escolar democr\u00e1tico \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o para a paz, embora, infelizmente, vejamos modelos \u00e0 imita\u00e7\u00e3o de outros contextos (nunca \u00e9 f\u00e1cil adotar um modelo) em que a competi\u00e7\u00e3o e a avalia\u00e7\u00e3o s\u00e3o elementos centrais. Isso nos afasta do projeto vision\u00e1rio do sistema escolar democr\u00e1tico previsto na nossa Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>UWP coloca no centro a paz, mas tamb\u00e9m a unidade, a fraternidade, o di\u00e1logo, o encontro. Qu\u00e3o importante \u00e9 educar nesses valores em vez de focar na supremacia, na autoafirma\u00e7\u00e3o e na competi\u00e7\u00e3o?<\/h2>\n<p>Esses valores representam a pr\u00f3pria educa\u00e7\u00e3o<strong>: <\/strong>do verbo latino <em>educere<\/em>, extrair, desenvolver a personalidade e as aspira\u00e7\u00f5es de cada um. Acompanh\u00e1-lo nesse caminho, criar comunidades de pessoas diferentes que podem conviver.<\/p>\n<h2>Al\u00e9m da escola, h\u00e1 outros agentes que educam. Loris Malaguzzi dizia que o terceiro educador \u00e9 o ambiente e que \u201cuma crian\u00e7a tem cem idiomas, mas 99 lhe s\u00e3o roubadas\u201d. O que ele quis dizer?<\/h2>\n<p>Malaguzzi, pedagogo italiano, contribuiu para desconstruir a ideia de inf\u00e2ncia, que literalmente significa n\u00e3o saber falar. As crian\u00e7as, na verdade, t\u00eam cem idiomas, e o objetivo da educa\u00e7\u00e3o \u00e9 valoriz\u00e1-las. Seu m\u00e9todo \u201cReggio Children\u201d \u00e9 uma das vanguardas educacionais italianas de renome mundial. As crian\u00e7as aprendem a ser cidad\u00e3os por meio do relacionamento entre si e com o meio ambiente, que \u00e9 precisamente o terceiro professor. Foi a\u00ed que surgiram os servi\u00e7os de cuidado com a inf\u00e2ncia com foco na beleza.<\/p>\n<h2>Como a beleza \u00e9 posta em pr\u00e1tica?<\/h2>\n<p>Com espa\u00e7os nos quais a dimens\u00e3o art\u00edstica \u00e9 central e o terceiro mestre, como Malaguzzi o chama, \u00e9 cuidado e preparado de forma a despertar o desejo de beleza em crian\u00e7as muito pequenas. Essas instala\u00e7\u00f5es educativas incluem um ateli\u00ea, uma oficina de fantoches e uma horta. Tudo educa a conviver.<\/p>\n<h2>Fant\u00e1stico!<\/h2>\n<p>Ali, as crian\u00e7as podem se expressar e contribuir para a cultura, inclusive por meio da pintura e do teatro. At\u00e9 mesmo com a horta. Essas s\u00e3o linguagens necess\u00e1rias \u00e0 crian\u00e7a porque, no pensamento de Malaguzzi, a crian\u00e7a n\u00e3o precisa de pouco, mas de muito: ela tem perguntas imensas, um enorme desejo de explorar, conhecer, criar. Malaguzzi denuncia aquela escola \u2013 principalmente a escola obrigat\u00f3ria \u2013 que reduz a linguagem da crian\u00e7a, em vez de reconhec\u00ea-la e valoriz\u00e1-la.<\/p>\n<h2>Expressa isso em uma poesia, certo?<\/h2>\n<p>\u201cIl cento c\u2019\u00e8\u201d (Tem cem), na qual ele diz que \u201ca crian\u00e7a tem cem idiomas, mas 99 lhe s\u00e3o roubadas\u201d.<\/p>\n<h2>O que isso significa?<\/h2>\n<p>Que criamos uma escola na qual predominam certos idiomas considerados \u201cconhecimento s\u00f3lido\u201d. A l\u00edngua, a matem\u00e1tica, as ci\u00eancias, excluindo outros que alimentam incessantemente as paix\u00f5es de meninas e meninos.<\/p>\n<h2>Uma vis\u00e3o ampla e elevada da educa\u00e7\u00e3o&#8230;<\/h2>\n<p>Uma grande ideia de educa\u00e7\u00e3o e da pr\u00f3pria inf\u00e2ncia. N\u00e3o como a crian\u00e7a era considerada no s\u00e9culo 19: metade adulta, mas sim uma pessoa inteira com in\u00fameras necessidades, inclusive culturais, a serem cultivadas.<\/p>\n<h2>Poder\u00edamos conectar esses conceitos a um dos livros dele, intitulado: \u201cDa piccolo ero un genio\u201d (Quando crian\u00e7a, eu era um g\u00eanio). Fala sobre o qu\u00ea? E o que nos ensina?<\/h2>\n<p>O subt\u00edtulo \u00e9 \u201cSette capacit\u00e0 da non perdere diventando adulti\u201d (Sete habilidades que n\u00e3o devem ser perdidas ao se tornar adulto). Na esteira dessa pedagogia que, citando Gardner, reconhece as mil intelig\u00eancias da crian\u00e7a e do ser humano, reflito sobre uma s\u00e9rie de habilidades extremamente desenvolvidas na inf\u00e2ncia: curiosidade, imagina\u00e7\u00e3o, intui\u00e7\u00e3o, desejo de descoberta etc. As crian\u00e7as s\u00e3o todas pequenos fil\u00f3sofos, cientistas ou te\u00f3logos, com um desejo muito forte de aprender. Tudo isso est\u00e1 muito desenvolvido na crian\u00e7a, mas \u00e0 medida que ela cresce, vai se atenuando. Por isso, concordo com a concep\u00e7\u00e3o de Malaguzzi, que afirma que n\u00e3o se trata de uma decad\u00eancia natural dessas capacidades, mas de um filtro imposto pela sociedade e pela escola que leva meninos e meninas a se desligarem de algumas dessas capacidades.<\/p>\n<figure id=\"attachment_76923\" aria-describedby=\"caption-attachment-76923\" style=\"width: 671px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-76923\" src=\"https:\/\/www.unitedworldproject.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Libro-Anna-Granata-671x1024.jpeg\" alt=\"Da picolo ero un genio - Anna Granata\" width=\"671\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/www.unitedworldproject.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Libro-Anna-Granata-671x1024.jpeg 671w, https:\/\/www.unitedworldproject.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Libro-Anna-Granata-197x300.jpeg 197w, https:\/\/www.unitedworldproject.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Libro-Anna-Granata-768x1172.jpeg 768w, https:\/\/www.unitedworldproject.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Libro-Anna-Granata.jpeg 839w\" sizes=\"auto, (max-width: 671px) 100vw, 671px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-76923\" class=\"wp-caption-text\">Da picolo ero un genio &#8211; Anna Granata<\/figcaption><\/figure>\n<h2>Voc\u00ea expressa isso no livro?<\/h2>\n<p>Expresso o fato que precisamos dessas habilidades ao longo da vida, come\u00e7ando pela imagina\u00e7\u00e3o, que nos ajuda a gerir a nossa exist\u00eancia; e que \u00e9 necess\u00e1ria para nos abrirmos \u00e0 mudan\u00e7a, reorganizar nosso tempo, repensar profiss\u00f5es que n\u00e3o nos fazem felizes. A imagina\u00e7\u00e3o, capacidade humana por excel\u00eancia, n\u00e3o pode ser mortificada.<\/p>\n<h2>Deve ser protegida, sustentada&#8230;<\/h2>\n<p>Maria Montessori, pedagoga italiana criadora do m\u00e9todo Montessori, definiu a crian\u00e7a como \u201co pai do homem\u201d. Eis a import\u00e2ncia de rev\u00ea-la em sua grandeza, de retornar \u00e0s dimens\u00f5es humanas que a sociedade, \u00e0s vezes, pode inibir.<\/p>\n<h2>Ali\u00e1s, at\u00e9 que ponto figuras como Maria Montessori ou Gianni Rodari ainda s\u00e3o essenciais na educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as?<\/h2>\n<p>A tradi\u00e7\u00e3o educacional italiana, reconhecida mundialmente como uma for\u00e7a pioneira, \u00e9 motivo de orgulho para n\u00f3s. O que une os nomes mencionados \u00e9 a capacidade de combinar uma dimens\u00e3o \u00e9tica e uma est\u00e9tica, sem as fragmentar ou dividir. Conhecemos as cantigas infantis de Rodari, que t\u00eam um conte\u00fado muito profundo, a come\u00e7ar pelo poema em que ele nos lembra que nunca devemos travar \u201cguerra, nem de dia nem de noite, nem por mar nem por terra\u201d. Nesse modo l\u00fadico, reside uma reflex\u00e3o profunda sobre como criar pessoas livres, est\u00e1 contido um hino \u00e0 liberdade. Rodari disse que a criatividade deveria ser um direito de todos. N\u00e3o porque todos n\u00f3s tenhamos que nos tornar artistas, mas para que n\u00e3o sejamos mais escravos.<\/p>\n<h2>Outra frase maravilhosa&#8230;<\/h2>\n<p>Que possui um conte\u00fado educativo muito forte: dentro desses m\u00e9todos criativos que fazem da crian\u00e7a a protagonista, uma participante ativa na cultura, que a ajudam (Montessori) a agir de forma independente em vez de depender do adulto, reside a educa\u00e7\u00e3o \u00e0 democracia, \u00e0 autonomia, \u00e0 liberdade. H\u00e1 uma mensagem prof\u00e9tica.<\/p>\n<h2>A idade do desenvolvimento nunca termina e, portanto, a educa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o. Para o adulto, qu\u00e3o importante \u00e9 manter contato com a sua crian\u00e7a interior, educando a si mesmo e aos pequenos com quem interage?<\/h2>\n<p>A nossa crian\u00e7a interior est\u00e1 sempre dentro de n\u00f3s, e podemos pedir a ela que nos ofere\u00e7a aquelas capacidades que perdemos na escola, no trabalho, que a sociedade nos levou a negligenciar. No entanto, h\u00e1 ainda outro aspecto.<\/p>\n<h2>Qual?<\/h2>\n<p>O das crian\u00e7as de hoje. \u00c9 uma quest\u00e3o delicada para o nosso pa\u00eds, onde a inf\u00e2ncia est\u00e1 cada vez menos presente, em termos num\u00e9ricos, e menos vis\u00edvel.<\/p>\n<h2>Em que sentido?<\/h2>\n<p>No sentido de que as crian\u00e7as frequentemente est\u00e3o em contextos projetados especificamente para elas: o lar, a escola, o centro esportivo. S\u00e3o como caixas da inf\u00e2ncia, quase invis\u00edveis aos nossos olhos, e tudo isso tem um custo social. Isso nos priva de algo. Gosto de citar um livro muito bom intitulado <em>The Time of Fathers <\/em>(O tempo dos pais), de Sarah Blaffer Hrdy, que reflete sobre o poder transformador dos rec\u00e9m-nascidos.<\/p>\n<h2>Sobre os pais?<\/h2>\n<p>Sobre a masculinidade em particular: cuidar de rec\u00e9m-nascidos ajuda os pais a despertar emo\u00e7\u00f5es como a ternura, que t\u00eam impacto em seu sistema hormonal, e isso se traduz em cuidado, empatia, reconhecimento do outro<strong>. <\/strong>Qualidades que, ao que parece, perdemos um pouco. Gosto dessa reflex\u00e3o porque \u2013 mesmo em um n\u00edvel neurocient\u00edfico \u2013 ela nos mostra o quanto a rela\u00e7\u00e3o entre as gera\u00e7\u00f5es, e entre adultos e crian\u00e7as, \u00e9 uma caracter\u00edstica vital das nossas sociedades e comunidades. Se, por outro lado, essa intera\u00e7\u00e3o tende a ser interrompida ou espor\u00e1dica, os adultos perdem algo, a come\u00e7ar pelas nossas qualidades mais humanas e profundas. Reconectar as gera\u00e7\u00f5es tem um enorme potencial para a nossa vida comunit\u00e1ria.<\/p>\n<h2>Voltando a falar da escola, voc\u00ea tem um projeto maravilhoso chamado \u201cCinque minuti per cambiare la scuola\u201d (Cinco minutos para mudar a escola). Em que consiste?<\/h2>\n<p>Eu o coordenei com meu grupo de pesquisa na Universidade de Mil\u00e3o-Bicocca, onde trabalho. O objetivo \u00e9 dar visibilidade a escolas saud\u00e1veis, criativas e democr\u00e1ticas, atentas \u00e0s necessidades de crian\u00e7as e jovens. Na It\u00e1lia, elas existem, mas ningu\u00e9m menciona. Tentamos fazer isso porque acreditamos no poder inovador e transformador da escola.<\/p>\n<figure id=\"attachment_76924\" aria-describedby=\"caption-attachment-76924\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-76924\" src=\"https:\/\/www.unitedworldproject.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Portada-Vitaly-Gariev-Unsplash-1024x576.jpg\" alt=\"Vitaly Gariev - Unsplash\" width=\"1024\" height=\"576\" srcset=\"https:\/\/www.unitedworldproject.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Portada-Vitaly-Gariev-Unsplash-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.unitedworldproject.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Portada-Vitaly-Gariev-Unsplash-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.unitedworldproject.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Portada-Vitaly-Gariev-Unsplash-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.unitedworldproject.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Portada-Vitaly-Gariev-Unsplash-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/www.unitedworldproject.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Portada-Vitaly-Gariev-Unsplash-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-76924\" class=\"wp-caption-text\">Vitaly Gariev &#8211; Unsplash<\/figcaption><\/figure>\n<h2>\u00c9 o lado positivo, ao qual \u00e9 oferecido pouco espa\u00e7o&#8230;<\/h2>\n<p>\u00c9 a floresta que cresce em vez da \u00e1rvore que cai. Estamos acostumados a falar frequentemente sobre o mau funcionamento do sistema escolar italiano, o que \u00e9 ineg\u00e1vel, mas existem escolas que, inclusive por meio de regulamenta\u00e7\u00f5es de autonomia escolar, est\u00e3o implementando solu\u00e7\u00f5es criativas para tornar a experi\u00eancia escolar mais positiva e estimulante. Durante o ano passado, lan\u00e7amos uma chamada \u2013 sempre aberta \u2013 para coletar ideias criativas que transformem as escolas. Cinco minutos s\u00e3o suficientes para falar sobre isso, dado o forte impacto e a simplicidade. Acompanhamos os criadores desde a ideia at\u00e9 a sua concretiza\u00e7\u00e3o. H\u00e1 cerca de um ano e meio, compartilhamos essas ideias em <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/5minuti_scuola\/\">nossa p\u00e1gina do Instagram @5minuti_scuola<\/a><\/p>\n<h2>O que essas hist\u00f3rias nos ensinam?<\/h2>\n<p>Elas nos lembram que as grandes mudan\u00e7as na escola sempre come\u00e7aram de baixo<strong>, <\/strong>de experimentos, de algu\u00e9m que tentou ver se a escola pode ser feita de forma diferente. Ainda hoje, existem escolas que prop\u00f5em experi\u00eancias que s\u00e3o copiadas por outras. Nosso lema, parafraseando o designer italiano Bruno Munari, \u00e9: \u201cProibido n\u00e3o copiar\u201d. Porque quanto mais essas ideias forem copiadas, mais podemos mudar a escola de baixo para cima.<\/p>\n<h2>Hoje, em muitos pa\u00edses, a educa\u00e7\u00e3o significa levar em considera\u00e7\u00e3o diversas l\u00ednguas, culturas e religi\u00f5es. Isso \u00e9 um obst\u00e1culo ou um recurso para a educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as?<\/h2>\n<p>Eu uso a palavra desafio. A diversidade na escola \u00e9, sem d\u00favida, um desafio. Era um desafio no passado, quando alguns pensavam em misturar meninas e meninos, em inserir alunos com defici\u00eancia ao lado de alunos sem defici\u00eancia, quando parecia loucura fazer isso. A diversidade assusta, \u00e9 desafiadora e n\u00e3o pode ser administrada por meio da normaliza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o pode ser neutralizada. De vez em quando, em nossas escolas, a diversidade \u00e9 neutralizada por n\u00e3o lhe darmos aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>O que isso significa?<\/h2>\n<p>H\u00e1 o risco de acentuar as desigualdades, em vez de promover a conviv\u00eancia. A diversidade foi a escolha da nossa escola, aberta a todos: \u00e9 a dimens\u00e3o que temos \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o para educar para a cidadania. \u00c9 uma oportunidade extraordin\u00e1ria, porque a conviv\u00eancia entre pessoas diferentes na escola se torna uma possibilidade de vivermos juntos pacificamente. A tend\u00eancia de separar os alunos, de criar curr\u00edculos de n\u00edvel A e B (infelizmente, mesmo em n\u00edvel ministerial \u00e9 assim), vai contra o nosso sistema escolar e h\u00e1 o risco de faz\u00ea-la perder a sua identidade e o seu valor.<\/p>\n<h2>O que \u00e9 necess\u00e1rio, em vez disso?<\/h2>\n<p>O que posso dizer, como professor que forma futuros professores, \u00e9 que gerir a diversidade exige desenvolver compet\u00eancias relacionadas com o acolhimento dos rec\u00e9m-chegados, comunicar-se com quem fala l\u00ednguas diferentes, gerenciar grupos heterog\u00eaneos que aprendem de maneiras diferentes. \u00c9 um terreno desafiador, mas no qual podemos expressar todo o potencial de uma educa\u00e7\u00e3o que realmente impacta a sociedade. A dificuldade \u00e9 ineg\u00e1vel, mas o impacto que esse tipo de experi\u00eancia pode ter \u00e9 t\u00e3o grande que vale a pena aprender a lidar com ela.<\/p>\n<h2><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-76922 size-full\" style=\"font-size: 16px;\" src=\"https:\/\/www.unitedworldproject.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Libro-Anna-Granata-.jpeg\" alt=\"Pedagogia delle diversit\u00e0 - Anna Granata\" width=\"536\" height=\"757\" srcset=\"https:\/\/www.unitedworldproject.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Libro-Anna-Granata-.jpeg 536w, https:\/\/www.unitedworldproject.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Libro-Anna-Granata--212x300.jpeg 212w\" sizes=\"auto, (max-width: 536px) 100vw, 536px\" \/><\/h2>\n<p>Pedagogia delle diversit\u00e0 &#8211; Anna Granata<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Anna Granata, pedagoga da Universidade de Mil\u00e3o-Bicocca, recorda nesta entrevista que educar para a paz n\u00e3o \u00e9 algo abstrato, uma utopia: \u00e9 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